Record é condenada após Cidade Alerta acusar homem inocente

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Record sofre derrota na Justiça por causa do Cidade Alerta (Imagem: Reprodução / Record)

A Record foi condenada pela Justiça a indenizar um homem em R$ 50 mil acusado pelo Cidade Alerta de matar e estuprar a enteada de 2 anos, em Ferraz de Vasconcelos, em São Paulo. O caso foi exposto na TV em 19 de abril de 2018 e a condenação foi decidida pelo Tribunal de Justiça de SP.

Segundo informações do jornalista Rogério Gentile, do jornal Folha de S. Paulo, a reportagem expôs nome e a imagem do padrasto ao vivo com o seguinte GC: “Criança é violentada e morta pelo padrasto”.

Apresentador do policialesco, Luiz Bacci definiu o homem como “monstro” e “padrastro cruel”. Após a investigação, contudo, o homem foi inocentado. A enteada foi morta em por causa de infecção pulmonar grave.

No hospital, os médicos encontraram hematomas no dia da internação, mas o exame necroscópico informou que os machucados teriam sido provocados por uma queda durante uma convulsão.

Segundo o TJ, a Record se “excedeu no direito de informar” e, de acordo com a decisão, a matéria não poderá ser disponibilizada no portal da emissora paulista, que argumentou que durante todo o processo apenas relatou as suspeitas dos policiais.

Desembargadora do caso, Márcia Barone declarou que o título é autoexplicativo e aponta que o canal não relatou apenas a suspeita da polícia. Foi mais um caso polêmico envolvendo o jornalístico da emissora do bispo Edir Macedo que foi parar na Justiça. A informação foi dada pela colunista Patrícia Kogut, do jornal O Globo, que afirmou que o caso aconteceu em 2017 envolvendo uma jovem acusada de um crime que não cometeu.

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