Lira anuncia que levará PEC do voto impresso para o plenário da Câmara

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O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), anunciou, nesta sexta-feira, 6, que levará a PEC do voto impresso, de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF), para o plenário da Casa. A decisão ocorre um dia depois do relatório ter sido rejeitado por 23 votos a 11 na comissão especial que analisa o tema. Para Lira, esta será uma oportunidade de dar um parecer “inquestionável” sobre a proposta.

Como a Jovem Pan mostrou, aliados do presidente da Câmara avaliam que Lira precisará queimar capital político para tentar reverter um quadro que, atualmente, é bastante desfavorável à proposta de mudança do sistema de votação do país. “Teimar em pautar essa matéria, sem dúvida, o enfraquecerá”, afirmou à reportagem um integrante da cúpula da Casa. Integrante da comissão especial do voto impresso, o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) diz que os parlamentares deram um recado claro ao rejeitar o relatório. “A maior parte dos 23 deputados que votaram contra apoiam as políticas do governo, são da base. Ou seja: foi formada uma posição majoritária. Há uma preocupação, no Parlamento, com a estabilidade do país”, pondera.

Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, a proposta de Bia Kicis precisa ser aprovada, em dois turnos, por três quintos dos integrantes da Câmara (308 votos) e do Senado (49 votos). Na comissão especial, votaram a favor do chamado “voto impresso auditável” os partidos PSL, PP, Republicanos, PTB, PSC e Podemos. Juntos, eles somam 158 deputados. Por outro lado, PT, PL, PSD, MDB, PSDB, PSB, DEM, Solidariedade, PSOL, PCdoB, PV, Rede, PDT, Patriota e Novo rejeitaram o texto – as legendas congregam 328 parlamentares.

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