Sérgio Hondjakoff volta atrás e diz que estava internado em clínica interditada pelo MP

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Em áudio divulgado para veículos de imprensa nesta sexta-feira, 6, o ator Sérgio Hondjakoff, conhecido por interpretar o “Cabeção” na novela “Malhação“, da Rede Globo, voltou atrás e assumiu que estava mentindo ao dizer que não tinha sido resgatado de uma clínica de reabilitação para dependentes químicos na cidade de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, na última quarta-feira, 4. O local, que não teve nome revelado, foi alvo de uma operação do Ministério Público de SP por manter mais de 40 pessoas reféns trancadas em quartos, sem alimentação adequada e com ligações para familiares vigiadas para que não contassem sobre as condições às quais estavam submetidos. Um boletim de ocorrência com o nome de todos os pacientes resgatados mostra que um deles teria se identificado como Sergio Francisco Hondjakoff Mendonça, o mesmo nome do ator, sem apresentar documento oficial.

A princípio, ele negou que estivesse internado e foi às redes sociais se posicionar. “Eu estou aqui com minha mãe em Resende, curtindo aqui essas férias de inverno, olha aqui o meu cárcere privado, é essa vista maneira, maravilhosa. Estou mais perto da minha avó, que está velhinha, da minha tia também, minha família materna, e estou com muita saudade de vocês”, disse. Ao voltar atrás, porém, ele não usou as redes sociais e se limitou a divulgar um áudio explicando a mentira. “Quero pedir desculpas por ter gravado um vídeo ontem mentindo sobre a minha internação. Fui internado porque foi preciso e menti para preservar minha família e, principalmente, o meu filho que só tem um aninho de idade”, revelou.

O caso do resgate de pacientes em Pindamonhangaba terminou com duas pessoas responsáveis pela administração da clínica presos pela Polícia Civil: dois homens de 33 e 44 anos. Uma funcionária de 36 anos ainda é investigada por suposta conexão com os abusos no local. Segundo o Ministério Público, familiares foram contatados para buscar aqueles que estavam internados há mais de 90 dias e não tinham sido considerados como “interditados”. Esse era o caso de Serginho. A maioria dos 46 resgatados afirmou que estava no local contra a própria vontade e chegou a ser cobrada para receber a vacina contra Covid-19, que é gratuita.

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