O Dr. Haeckel Cabral Moraes observa, com frequência, que a região dos olhos é aquela que primeiro denuncia o envelhecimento facial, e também a que mais impacta a percepção geral de cansaço, tristeza ou ausência de vitalidade em um rosto. A blefaroplastia, cirurgia de correção das pálpebras superiores e inferiores, responde a essa demanda com precisão técnica e resultados que nenhum procedimento não cirúrgico consegue reproduzir com a mesma profundidade. Em 2026, figura entre os cinco procedimentos estéticos mais realizados no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
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Por que as pálpebras envelhecem antes do restante do rosto?
A pele das pálpebras é a mais fina de todo o corpo humano, com espessura entre 0,5 e 1 milímetro. Essa característica anatômica, que confere expressividade ao olhar, é também a razão pela qual essa região responde de forma tão precoce e visível aos efeitos do tempo. A perda de elasticidade, o acúmulo de gordura nos compartimentos orbitais e o progressivo relaxamento do músculo orbicular produzem, em combinação, o quadro clínico que leva pacientes à consulta: excesso de pele na pálpebra superior, bolsas gordurosas nas pálpebras inferiores e, nos casos mais avançados, ptose palpebral que compromete não apenas a estética, mas o campo visual.
Conforme analisa o Dr. Haeckel Cabral Moraes, a blefaroplastia superior com indicação funcional, ou seja, aquela realizada porque o excesso de pele palpebral interfere na visão periférica, pode ser classificada como procedimento reconstrutivo com cobertura por planos de saúde, desde que documentada adequadamente por oftalmologista. Esse detalhe, desconhecido por grande parte dos pacientes, muda completamente a equação financeira do procedimento para quem se enquadra nesse perfil.
Blefaroplastia superior e inferior: técnicas distintas para problemas distintos
A cirurgia das pálpebras superiores e inferiores compartilham o mesmo nome, mas são procedimentos com planejamentos, abordagens e tempos de recuperação distintos. Na pálpebra superior, o objetivo central é remover o excesso de pele redundante e, quando indicado, reposicionar ou remover o tecido gorduroso dos compartimentos medial e central. A incisão é feita na prega palpebral natural, tornando a cicatriz praticamente invisível após a cicatrização completa.

Na pálpebra inferior, o desafio técnico é maior. As bolsas gordurosas que formam as olheiras estruturais podem ser abordadas por via transcutânea, com incisão discreta abaixo dos cílios, ou por via transconjuntival, sem incisão externa, quando não há excesso de pele associado. Na avaliação do Dr. Haeckel Cabral Moraes, a escolha entre essas abordagens depende de uma análise anatômica cuidadosa que considera a quantidade de pele excedente, o tônus do músculo orbicular e a posição do globo ocular em relação à borda orbital, fatores que variam significativamente de paciente para paciente.
O que a blefaroplastia não resolve e por que isso importa?
A blefaroplastia corrige excesso de pele e gordura palpebral. Não trata olheiras pigmentadas, que têm origem vascular ou melânica e respondem a protocolos dermatológicos específicos. Não elimina as linhas de expressão ao redor dos olhos, conhecidas como pés de galinha, que são causadas pela contração repetida do músculo orbicular e respondem melhor à toxina botulínica. E não reposiciona a sobrancelha ptótica, queda da sobrancelha que frequentemente acompanha o excesso de pele palpebral superior e que, quando não identificada e tratada, pode comprometer o resultado da blefaroplastia.
Segundo ressalta o Dr. Haeckel Cabral Moraes, a avaliação pré-operatória da região periorbital precisa ser abrangente o suficiente para identificar quais componentes do envelhecimento estão presentes em cada caso e planejar a abordagem mais adequada para cada um deles. Operar as pálpebras sem considerar a posição das sobrancelhas, por exemplo, pode resultar em um olhar que permanece cansado mesmo após uma blefaroplastia tecnicamente perfeita.
A recuperação da blefaroplastia é mais simples do que parece?
Para a maioria dos pacientes, sim. O pós-operatório da blefaroplastia é, entre as cirurgias faciais, um dos mais bem tolerados. O edema e o hematoma nos primeiros dias são esperados e tendem a se resolver rapidamente, especialmente quando o paciente mantém a cabeça elevada durante o repouso, aplica compressas frias nos intervalos recomendados e evita esforços físicos nas primeiras semanas.
A leitura e o uso de telas são liberados gradualmente conforme a sensibilidade ocular permite. O uso de óculos de sol é recomendado não apenas por proteção estética, mas pela fotossensibilidade que frequentemente acompanha o período inicial de cicatrização. Em linha com o que detalha o Dr. Haeckel Cabral Moraes, a maioria dos pacientes retorna às atividades profissionais entre sete e dez dias após o procedimento, período em que os sinais mais evidentes do pós-operatório já não são perceptíveis para quem não sabe que a cirurgia foi realizada.
